“Para um país que luta pela igualdade de gênero, não podemos perder de vista a luta dos movimentos sociais e das mulheres para que tivéssemos, hoje, não somente a possibilidade de votar, mas também para receber votos. Somos um país comandado por uma mulher. É um marco na história do estado democrático de direito”, destacou a deputada estadual Conceição Sampaio (PP), na manhã desta quarta-feira (29), na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), ao falar sobre a importância do voto feminino que completou 80 anos no último dia 24 de fevereiro.
A deputada Conceição Sampaio, que preside a Comissão da Mulher e das Famílias, apontou que o Brasil ocupa o 141º lugar na lista de países com mulheres nos parlamentos. O país tem pouco mais de 8% de mulheres na Câmara Federal e no Senado; 12% nas assembleias legislativas estaduais e nas câmaras municipais; e 10% nas chefias de prefeituras municipais. E lembrou que no Amazonas ela ocupa juntamente com a deputada Vera Castelo Branco apenas duas vagas das 24 existentes.
“Esse é um número ainda muito pequeno. Queremos que esse quadro mude. É preciso que os partidos queiram mais mulheres não somente para ocupar cotas (de 30 % no mínimo por gênero). É preciso investimento dos mesmos para que as candidaturas femininas tenham as mesmas condições de vitória. É nessa luta que estamos engajadas”, pontuou Conceição Sampaio.
De acordo com a deputada, pesquisas apontam que a presidente Dilma Roussef comanda o país com uma grande aceitação popular. E ressalta que o fato é uma grande motivação, pois a idéia não é somente ter mulheres no poder, mas sim mulheres que defendam as causas das mulheres. “E defender as causas das mulheres é defender a causa das famílias. E famílias saudáveis vão produzir uma sociedade saudável”, completa.
Na avaliação de Conceição Sampaio, em seu segundo mandato como deputada estadual, as mulheres brasileiras conquistaram o direito de voto em 1932 (assegurado pelo Decreto nº 21.076, de 24/02/1932, assinado pelo presidente Getúlio Vargas), mas ainda não conseguiram ser representadas adequadamente. “Os passos foram dados, mas é preciso avançar e aumentar o número de mulheres no parlamento. É na política que acontecem as decisões do país e queremos participar desse processo, pois sabemos que um país justo é o que se constrói oportunidades iguais para homens e mulheres”, ressalta a deputada.
0 comentários:
Postar um comentário